A nova era dos remakes: jogos e filmes que renascem

Última actualización: março 18, 2026
  • O mercado de entretenimento vive uma explosão de remakes e remasters em jogos e cinema, com 2025–2026 repletos de grandes relançamentos.
  • Estudos indicam que 90% dos jogadores jogaram um remake ou remaster no último ano, e a maioria nunca tocou no original.
  • Franquias como Dragon Quest, Gothic, Metal Gear, The Witcher, Resident Evil e Mulan lideram esta onda de regressos atualizados.
  • Apesar do sucesso comercial e da nostalgia, cresce o debate sobre o equilíbrio entre revisitar clássicos e investir em novas IPs.

remakes e remasters de jogos e filmes

O universo do entretenimento anda completamente apaixonado pelo passado. Remakes, remasters e reboots dominaram tanto os videojogos como o cinema, ao ponto de já não parecer uma moda passageira, mas sim uma parte estrutural da indústria. Dos clássicos de terror japoneses às aventuras de ação ocidental, passando pelos JRPGs mais cultuados, quase tudo está a receber uma nova vida em hardwares modernos.

Ao mesmo tempo, estudos e relatórios mostram que esta febre de revisitar velhos sucessos tem lógica económica e emocional. Os jogadores gastam cada vez mais nestas “novas versões” e grande parte do público nunca tocou nos originais, enquanto em Hollywood a reciclagem de marcas famosas continua a encher calendários de estreias. Se gostas de acompanhar lançamentos de remakes, 2025, 2026 e os anos seguintes vão ser um prato cheio.

Remakes que prometem abalar os videojogos em 2026

remakes de jogos em destaque

Entre as grandes tendências, 2026 destaca-se como um ano absolutamente carregado de remakes ambiciosos para PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC. Muitos jogos clássicos estão a regressar com gráficos atuais, mudanças de jogabilidade e, em alguns casos, até com nova estrutura narrativa e sistemas de RPG mais profundos.

Um dos segredos mais mal guardados do meio é o suposto remake de Assassin’s Creed IV: Black Flag, conhecido informalmente como Black Flag Resynced. Apesar de ainda não ter sido officializado pela Ubisoft, múltiplas fugas de informação apontam para um lançamento até março de 2026. A aventura do pirata Edward Kenway voltaria com um enfoque maior em mecânicas de role‑playing e exploração naval em mundo aberto, aproximando-se do estilo mais moderno da série, como em Assassin’s Creed Shadows.

Outro destaque é Dragon Quest VII Reimagined, nova recriação de um dos JRPGs mais importantes de sempre. Depois da versão para 3DS, a Square Enix prepara uma edição completamente redesenhada para consolas atuais. A jornada do jovem pescador que abandona a ilha de Estarda para explorar o mundo ganha cenários reimaginados, mecânicas refinadas e ajustes na narrativa, tudo para apresentar a história a uma nova geração de fãs de RPG.

No campo do terror, Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake (Project Zero 2) entra em cena como um dos lançamentos mais assustadores de 2026. O jogo acompanha as irmãs Mio e Mayu num vilarejo amaldiçoado cheio de espíritos vingativos, onde a única defesa é a famosa Câmera Obscura. Esta nova versão traz gráficos totalmente renovados, controles atualizados, um sistema de combate mais intenso e mecânicas inéditas, como a possibilidade de as duas irmãs darem as mãos para reforçar a sensação de vulnerabilidade.

Para os fãs de RPG clássico ocidental, Gothic Remake promete ressuscitar o lendário título de 2001. O projeto está a cargo do estúdio espanhol Alkimia Interactive, sob a batuta da THQ Nordic, e usa o poder da Unreal Engine 5 para modernizar o Vale das Minas e o reino de Myrtana. Tal como no original, controlamos um prisioneiro sem nome que se torna peça-chave no conflito do mundo, com combate em terceira pessoa, evolução de personagem, exploração livre e aquele clima de RPG “raiz”.

Já no universo dos shooters, Halo: Campaign Evolved surge como o grande regresso da primeira campanha do Master Chief. Produzido pelo recém-renomeado Halo Studios, o remake pretende oferecer visuais de vanguarda, um gunplay muito mais fluido, movimento com sprint e melhorias profundas no ritmo das missões. Curiosamente, não terá modo multijogador integrado e, mais surpreendente ainda, marcará a estreia de Halo em consolas PlayStation, evidenciando a nova estratégia multiplataforma da Xbox, com presença garantida no Game Pass desde o primeiro dia.

Max Payne Remake e Max Payne 2 Remake formam outro projeto de peso para 2026. Remedy Entertainment e Rockstar Games estão a colaborar para recriar, num único pacote, as duas aventuras originais do detetive marcado por tragédia, agora com o motor Northlight e foco total em narrativa cinematográfica e tiroteios estilizados. Sam Lake volta ao centro criativo, com reinterpretações modernas do bullet time, cenários reformulados e uma apresentação digna de AAA atual.

A cena dos JRPGs também ganha um gigante com Persona 4 Revival. Depois do sucesso de Persona 3 Reload, a Atlus segue a mesma linha para revitalizar a investigação dos misteriosos assassinatos na pacata cidade de Inaba. O jogador volta a assumir o papel de um estudante recém-chegado, que precisa conciliar aulas, vida social e incursões a um estranho programa de TV que aparece apenas em noites chuvosas. A Sega aponta para um lançamento entre abril de 2026 e março de 2027, com chegada direta ao Game Pass.

Outro caso curioso é Prince of Persia: The Sands of Time Remake. O projeto passou por várias mãos e atrasos desde o anúncio original com Ubisoft Mumbai e Pune, recebendo críticas fortes pela qualidade inicial apresentada. Agora, está nas mãos da Ubisoft Montreal, que redesenha a aventura do Príncipe com novas dinâmicas cooperativas com Farah (que já não será apenas alguém a proteger), foco renovado no parkour, combate e plataformas, e um uso mais profundo das habilidades de manipulação temporal, como rebobinar, acelerar ações e até aplicar um estilo “tempo-bala”. Tudo aponta para uma janela de lançamento no primeiro trimestre de 2026.

Fechando o pacote de destaques de 2026, Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties chega como a forma definitiva de revisitar Yakuza 3. Por um lado, Kiwami 3 reconta a história de Kazuma Kiryu entre Okinawa e Tóquio, gerindo um orfanato, enfrentando novas missões secundárias e descobrindo segredos do passado. Por outro, Dark Ties é um jogo totalmente inédito focado em Yoshitaka Mine, explorando a sua descida ao submundo. As duas experiências foram pensadas para se complementarem e entregar a versão “ideal” deste capítulo da saga.

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Como bónus, muitos jogadores olham com atenção para Fallout 3 Remastered. Apesar da etiqueta de remaster, tudo indica que a abordagem será tão profunda quanto a de Oblivion Remastered, aproximando-se de um remake. Espera-se uma recriação da Capital Wasteland com Unreal Engine 5, melhorias drásticas no combate e inclusão de todo o conteúdo dos DLCs. Os rumores sugerem que o jogo estaria a cargo de um estúdio parceiro, possivelmente Virtuos, sob supervisão da Bethesda, e que poderia ser lançado de surpresa em “shadow drop”, algo que a editora já demonstrou apreciar.

RPGs japoneses em destaque e grandes regressos

No que toca a RPGs japoneses, o Japão continua a ser o berço de algumas das histórias mais marcantes e dos remakes mais desejados do género. Várias editoras apostam em trazer de volta aventuras que, na época, definiram padrões para os JRPGs modernos, agora reimaginadas com grafismo HD, sistemas atualizados e, em muitos casos, conteúdos extra.

Entre os projetos mais aguardados está Dragon Quest I & II HD-2D. Depois do sucesso estrondoso de Dragon Quest III HD-2D no Japão em 2024, a Square Enix decidiu aplicar o mesmo tratamento visual em 2D/3D aos dois primeiros jogos da série, restaurando o chamado “legado de Erdrick”. Estas versões preservam a essência clássica, mas adicionam melhorias técnicas, pequenos ajustes na jogabilidade e uma direção artística que mistura sprites retro com iluminação e efeitos modernos.

Outro nome que regressa é Lunar: Remastered Collection, compilação que reúne Lunar: The Silver Star e Lunar: Eternal Blue em versões remasterizadas em alta definição. Estes títulos, originalmente lançados para Mega CD e mais tarde para PlayStation e portáteis Nintendo, ganharam fama entre os fãs de JRPG pela narrativa emotiva e personagens carismáticos. A coleção inclui novas funcionalidades não presentes nos lançamentos antigos, e a Game Arts já abriu a porta para possíveis regressos dos spin-offs, caso o pacote tenha boa receção.

Para quem acompanha a longa saga Trails, The Legend of Heroes: Trails in the Sky First Chapter recebe finalmente um remake moderno, previsto para o outono de 2025. Esta será a primeira vez que o capítulo inicial chega oficialmente à Europa, já que o original foi lançado apenas no Japão e na América. A Nihon Falcom promete condições de topo para reviver a história de Estelle e Joshua em PC, PS5 e Nintendo Switch, com melhorias gráficas, ajustes de interface e performance afinada.

A Nintendo também aposta forte em recuperar joias esquecidas. Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition transforma o título de Wii U num remaster “turbinado” para Switch, quase ao nível de um remake. Além de visual aprimorado, o jogo traz um novo capítulo de história e mantém o modo multijogador online para até 32 participantes, permitindo explorar o planeta Mira com muito mais fluidez do que na plataforma original.

No lado mais recente, Yooka-Replaylee revisita o colorido Yooka-Laylee, sucessor espiritual de Banjo-Kazooie, numa versão definitiva pensada também para Nintendo Switch 2. Esta edição adiciona um novo tipo de moeda obtida através dos lacaios de Capital B, inclui um minimapa na interface, desafios inéditos e múltiplas melhorias de qualidade de vida face ao jogo de 2017. Fica apenas a pergunta no ar: quando veremos um remaster para Yooka-Laylee and the Impossible Lair?

Remakes e remasters adicionais em desenvolvimento

Para além dos cabeças de cartaz já mencionados, há uma lista extensa de projetos em diferentes estágios de produção que cobrem desde shooters clássicos até aventuras de ação e RPGs ocidentais. Muitos deles têm janela vagueada entre 2025 e anos seguintes, e alguns ainda não possuem data definida.

A franquia Front Mission continua a sua recuperação com Front Mission 3: Remake. Depois de duas recriações bem recebidas dos jogos anteriores, a MegaPixel Studio prepara agora um novo tratamento para um dos capítulos mais celebrados, com melhoria visual, controles adaptados às novas gerações e a possibilidade de reviver a intrincada história de Kazuki Takemura e os mechas conhecidos como Wanzers.

Os fãs de shooters dos anos 90 ganham uma nova oportunidade com The House of the Dead II Remake. O clássico arcade de 1998 regressa com o mesmo tipo de reinterpretação aplicada ao primeiro jogo: gráficos redefinidos, um frenético modo cooperativo, trilha sonora regravada e múltiplos finais. Os jogadores assumem o papel de James Taylor e Gary Stewart numa cidade infestada de mortos-vivos e criaturas mutantes, sempre a perseguir a pontuação mais alta.

Voltando a Gothic, é importante lembrar que Gothic Remake está em produção há vários anos e surge aqui também numa outra listagem de remakes anunciados. Mais uma vez, o destaque vai para o uso da Unreal Engine 5, que garante cenários altamente detalhados, novas personagens secundárias e uma apresentação que procura competir com os AAA mais mediáticos do segmento de RPG.

No terreno dos jogos táticos com toques de ação, Operation Black Mesa reimagina as expansões clássicas de Half-Life. Desenvolvido pelo Tripmine Studios, um grupo de fãs dedicados, o projeto oferece duas campanhas completas, variedade de inimigos, gráficos remasterizados e suporte robusto para mods. A ideia é capturar o sabor dos FPS dos anos 90, mas com um acabamento mais atual.

A saga Max Payne também aparece numa segunda frente, com referências diretas aos remakes de Max Payne 1 e 2 que estão em plena fase de produção. Embora ainda não exista data concreta, rumores apontam novamente para 2026 como janela plausível. A expetativa é de que o legado da série, fundamental para a evolução dos jogos de ação nos últimos 25 anos, seja preservado e expandido com tecnologia contemporânea e narrativa ainda mais cinematográfica.

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Outra franquia histórica que regressa é Metal Gear Solid, através de Metal Gear Solid Delta: Snake Eater. Este remake completo de Metal Gear Solid 3 utiliza Unreal Engine 5 e está a cargo da Virtuos, conhecida por portar grandes títulos para Switch. A Konami pretende reavivar a série de espionagem com controles modernos, novos sistemas de exploração, Easter eggs curiosos (incluindo referências a Bomberman e Ape Escape) e a mesma história que conquistou os jogadores em 2004, com linhas de diálogo regravadas pelos atores originais.

No segmento stealth, Splinter Cell Remake marca o regresso de Sam Fisher após um longo hiato. Anunciado para coincidir com o 20.º aniversário da série, o jogo está a ser desenvolvido pela Ubisoft Toronto no motor Snowdrop. Ainda se sabe pouco, para além de que irá recontar a história original de 2002, tal como vivida em PS2, Xbox, GameCube e PC, adaptando-a ao padrão moderno de iluminação, física e IA. Em outubro de 2024, a equipa confirmou que o projeto segue em frente, mas ainda vai demorar alguns anos para chegar às prateleiras.

O universo Star Wars também não fica de fora. Star Wars: Knights of the Old Republic Remake (KOTOR Remake) foi anunciado em 2021 como exclusivo temporário de PS5, com produção da Saber Interactive. Durante muito tempo circularam rumores de cancelamento, mas em 2024, após a separação da Saber do Embracer Group, o estúdio reiterou que o desenvolvimento continua. O único teaser divulgado, com a figura icónica de Darth Revan, permanece na memória dos fãs enquanto aguardam novos detalhes.

Outra estrela é The Witcher Remake, que pretende resgatar o primeiríssimo jogo da saga de Geralt de Rívia, muitas vezes esquecido e pouco jogado. A CD Projekt decidiu que é hora de o apresentar ao grande público com gráficos em Unreal Engine 5, jogabilidade remodelada e produção à escala AAA. O estúdio Fool’s Theory, da Polónia, assume o desenvolvimento, com supervisão direta dos criadores originais. A chegada do remake, porém, só acontecerá depois de The Witcher 4, o que coloca o lançamento ainda alguns anos no futuro.

Remakes e remasters no cinema: Hollywood e a reciclagem de clássicos

Enquanto os videojogos se enchem de regressos, Hollywood também continua imparável na produção de remakes, reboots e novas versões de propriedades consagradas. De contos de fadas a ficção científica e musicais de Broadway, praticamente nenhum clássico está a salvo de ganhar uma releitura contemporânea.

Entre os exemplos mais visíveis temos o remake em ação real de Mulan pela Disney, adiado para agosto de 2020 devido à pandemia, que reinterpretou o clássico animado de 1998 com a atriz Yifei Liu no papel principal. A narrativa acompanha a jovem que se faz passar por homem para lutar no exército imperial e salvar o pai idoso, desta vez sem o dragão falante Mushu nem o vilão Shan-Yu, substituídos por antagonistas como Böri Khan e a feiticeira Xianniang.

Na ficção científica, Dune ganhou uma nova adaptação dirigida por Denis Villeneuve, com a promessa de dividir o primeiro livro de Frank Herbert em duas partes cinematográficas. A história segue a família Atreides, vinda de Caladan para o planeta desértico Arrakis, onde procuram controlar a especiaria melange, essencial para as viagens espaciais. Intrigas políticas, vermes gigantes, alegorias complexas e um elenco repleto de estrelas (como Timothée Chalamet, Zendaya, Oscar Isaac e muitos outros) consolidam este projeto como uma das produções mais ambiciosas do género.

No terror, Gretel & Hansel volta ao famoso conto dos irmãos Grimm com um tom muito mais sombrio, acompanhando dois irmãos que fogem da pobreza e acabam na cabana de uma mulher aparentemente bondosa, mas cheia de segredos terríveis. Já Candyman regressa com produção de Jordan Peele, atualizando a lenda urbana com um olhar mais profundo sobre o racismo e situando a ação num bairro de Chicago gentrificado.

Os musicais também entram na onda com o reboot de West Side Story dirigido por Steven Spielberg, apoiado ainda mais na peça original da Broadway do que na adaptação cinematográfica de 1961. A história de amor em clima de guerra entre gangues de Nova Iorque (Jets e Sharks) volta a ganhar luz, músicas icónicas e um novo elenco pronto para conquistar velhos e novos públicos.

No drama de época, Emma. apresenta uma nova leitura da obra de Jane Austen, desta vez com Anya Taylor-Joy no papel da jovem rica que se diverte a brincar de casamenteira, gerando uma série de confusões amorosas. A produção aposta num misto de comédia de costumes e ironia sobre a sociedade inglesa do século XIX.

Franquias de grande apelo popular também entram em cena, como Ghostbusters: Afterlife (Cazafantasmas: Más allá), continuação direta dos filmes de 1984 e 1989. Dirigido por Jason Reitman, filho de Ivan Reitman, o filme traz de volta os atores originais e apresenta uma nova geração de protagonistas a descobrir o legado dos Caça-Fantasmas numa pequena cidade do interior.

No universo dos super-heróis, The Suicide Squad de James Gunn e The Batman de Matt Reeves representam novas abordagens para personagens já explorados anteriormente. O primeiro tenta resgatar o potencial do grupo de vilões da DC com um elenco de luxo e tom renovado, enquanto o segundo apresenta um Bruce Wayne mais jovem e ainda em fase de aprendizagem como vigilante, com foco detetivesco e um novo conjunto de antagonistas, incluindo Pinguim, Catwoman, Riddler e outros.

Outros projetos em desenvolvimento incluem The Witches (A Maldição das Bruxas) com direção de Robert Zemeckis, que adapta novamente o livro de Roald Dahl; Masters of the Universe, tentativa de atualizar para o cinema as aventuras de He-Man após décadas de rumores e mudanças de equipa criativa; Jovens e Bruxas (The Craft), em formato de reboot/sequela que acompanha um novo coven juvenil; uma nova versão de La tienda de los horrores (The Little Shop of Horrors) com elenco estrelado; um reboot de El Santo com Chris Pine como Simon Templar; e um novo Home Alone (Sozinho em Casa) para a Disney+, com Archie Yates a assumir o papel da criança que defende a casa de intrusos.

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O estudo “Remake vs Innovate” e o impacto no mercado

Para perceber até que ponto esta avalanche de remakes e remasters faz sentido, um estudo recente intitulado “Remake vs Innovate: Is the past the future of gaming?” analisou o comportamento dos jogadores. Realizado pela consultora MTM e publicado a 15 de setembro de 2025, o relatório entrevistou 1.500 jogadores no Reino Unido e nos Estados Unidos, divididos de forma equilibrada entre os dois países.

Os dados revelam que cerca de 90% dos inquiridos jogou pelo menos um remake ou remaster nos últimos 12 meses, o que explica porque é que as editoras continuam a investir milhões de dólares neste tipo de projeto. Mesmo com o debate sobre criatividade vs. reciclagem, é evidente que existe uma procura massiva e constante por estas reinterpretações.

O estudo também define com clareza a diferença entre formatos: um remake é apresentado como uma reconstrução integral de um jogo clássico, com gráficos, mecânicas e até narrativa reescritos desde a base; já um remaster é, essencialmente, uma versão melhorada do original, com retoques visuais, de som e de desempenho, mas preservando o design e a jogabilidade centrais. Apesar dessa distinção, muitas produções atuais situam-se numa zona intermédia, com remasters tão extensos que roçam o território de remake.

Um dado particularmente revelador é que 85% dos jogadores que experimentaram remakes ou remasters nunca tinham jogado os títulos originais. Isto mostra que, além de serem produtos de nostalgia para veteranos, estes relançamentos funcionam como porta de entrada para novos públicos, garantindo longevidade às grandes franquias.

Quanto à perceção geral, 76% dos participantes consideram remakes e remasters atrações necessárias. Em 2025, exemplos como The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered, Metal Gear Solid Delta e Tony Hawk’s Pro Skater 3+4 ajudaram a consolidar essa visão. Muitos jogadores admitem até dar prioridade a estas versões frente a novas IPs, justamente porque elas resgatam memórias e emoções associadas a experiências passadas.

Ao mesmo tempo, uma fatia da comunidade teme que as editoras estejam a seguir uma “via fácil e repetitiva”, apostando em nomes já consolidados em vez de arriscar em projetos originais. Martin Bradley, responsável pela área de videojogos na MTM, defende que é um equilíbrio delicado: remakes e remasters podem superar em vendas os jogos clássicos e manter as séries relevantes por muitos anos, mas existe o risco de sufocar a inovação e travar experiências realmente novas.

Remakes e remasters de Resident Evil e outros futuros anúncios

No campo do horror de sobrevivência, a Capcom continua a explorar o vasto catálogo de Resident Evil. Depois do sucesso dos remakes numerados, surgiram rumores sobre novos projetos ligados à série.

Recentemente, foi anunciado oficialmente Resident Evil 9: Requiem, com lançamento previsto para 27 de fevereiro de 2026. Embora ainda não haja confirmação sobre uma versão para a sucessora da Nintendo Switch, a expectativa em torno do jogo é altíssima, alimentada pelos excelentes números de vendas das entradas anteriores.

O conhecido leaker Dusk Golem partilhou ainda que Resident Evil Code Veronica e Resident Evil Zero estariam na linha de produção para futuros remakes. As janelas sugeridas situam-se entre 2027 e 2028, embora a ordem de lançamento não esteja definida. Caso se confirmem, estes projetos cobririam praticamente toda a linha temporal clássica da franquia com versões modernas.

No universo cinematográfico, o portal Deadline revelou que uma nova longa-metragem de reinício de Resident Evil está atualmente a ser filmada em Praga, com estreia embrionária prevista para setembro de 2026. Ao contrário dos filmes anteriores de ação desenfreada, a nova produção procurará um tom mais escuro e claustrofóbico, inspirado nos jogos originais de PlayStation, focando-se num protagonista cuja descida à loucura e ao horror será o motor principal da narrativa, com Austin Abrams apontado como estrela.

Fora de Resident Evil, muitos fãs ainda sonham com remakes ou remasters de jogos que a indústria insiste em ignorar, como Resident Evil Code: Veronica (antes mesmo dos rumores recentes), Blue Dragon ou o sempre pedido Bloodborne. Estes desejos coexistem com uma lista já longa de projetos anunciados há anos e que continuam sem novas informações, mostrando que a “fila” de remakes desejados é muito maior do que a capacidade atual de produção.

Neste cenário global, as empresas combinam lançamentos de novas propriedades com estes regressos, reedições e estreias em novas plataformas. Além dos remakes, há também relançamentos de exclusivos antes limitados a uma única consola, como Marvel’s Spider-Man 2, Final Fantasy VII Rebirth, Rise of the Ronin ou The Last of Us Part II Remastered a chegar ao PC, expandindo audiências e receitas com relativamente baixo risco.

No fim das contas, o calendário de remakes, remasters e reboots em jogos e cinema mostra que o passado se tornou um dos pilares centrais da cultura pop moderna. Há espaço para nostalgia bem-feita que honra os originais e os torna acessíveis para novos públicos, mas também é preciso cuidado para não transformar toda a indústria numa máquina de reciclar ideias. Entre anúncios de grandes JRPGs reimaginados, shooters clássicos atualizados e filmes que recuperam histórias conhecidas, quem gosta de acompanhar lançamentos de remakes tem hoje mais opções, diversidade e motivos para ficar atento do que nunca.

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