- DirectX é um conjunto de APIs da Microsoft essencial para jogos e multimédia no Windows, com destaque para as versões 11 e 12.
- A versão integrada do DirectX atualiza-se via Windows Update, mas muitos jogos ainda requerem o DirectX Runtime com DLLs antigas.
- Dxdiag permite ver a versão instalada e os níveis de funcionalidade, ajudando a avaliar compatibilidade entre hardware, jogos e DirectX.
- Manter Windows, DirectX Runtime e drivers gráficos atualizados reduz erros de DLL, melhora desempenho e garante maior estabilidade nos jogos.
DirectX é um dos componentes mais importantes do Windows para jogos e multimédia, mas muita gente só se lembra dele quando um jogo dá erro com uma mensagem estranha sobre um ficheiro DLL em falta. Se já viste avisos do tipo “o programa não pode iniciar porque d3dx9_35.dll não foi encontrado”, é quase certo que o problema está relacionado com o DirectX ou com as suas bibliotecas complementares.
Neste guia completo em português vamos explicar o que é o DirectX, para que serve, como ver a versão instalada, como o atualizar corretamente e como resolver erros comuns. Também vais aprender a diferença entre DirectX 11 e DirectX 12, quando faz sentido usar cada um, o que é o “DirectX Runtime” e porque alguns jogos antigos ainda exigem DirectX 9 mesmo num PC moderno com Windows 10 ou Windows 11.
O que é o DirectX e porque é tão importante para jogos
DirectX é um conjunto de APIs (interfaces de programação de aplicações) criado pela Microsoft para facilitar o desenvolvimento e a execução de conteúdos multimédia no Windows, em especial videojogos e vídeo de alto desempenho. Em termos simples, é uma camada de software que faz a ponte entre o jogo e o hardware do teu PC (placa gráfica, processador, som, etc.).
Essas APIs incluem módulos como Direct3D, DirectDraw, DirectSound, DirectInput e outros componentes que tratam do render 3D, som, dispositivos de entrada e gestão de memória gráfica. Assim, em vez de cada jogo ter de comunicar diretamente com cada placa gráfica de cada fabricante, fala com o DirectX, que por sua vez fala com o hardware através dos drivers.
Antes do DirectX, jogar no PC era bem mais complicado. Nos tempos do MS‑DOS, especialmente antes do Windows 95, era comum ter de arrancar o computador com disquetes de boot, editar ficheiros como config.sys e autoexec.bat e passar parâmetros específicos para conseguir que o jogo acedesse diretamente à placa de som, à gráfica ou ao joystick. Era um processo pouco amigável e cheio de incompatibilidades.
Com o lançamento das primeiras versões do DirectX para Windows 95 e Windows NT 4.0, em meados de 1996, a Microsoft resolveu este problema. Os programadores passaram a ter uma forma padronizada de aceder ao hardware dentro do próprio Windows, sem truques com DOS, o que ajudou o sistema operativo a tornar‑se a plataforma dominante para gaming em PC.
Hoje, com o Windows a dominar a esmagadora maioria dos computadores pessoais e com a Xbox a usar tecnologias muito próximas do DirectX, esta API continua a ser a referência para jogos no ecossistema Microsoft. Existem alternativas como OpenGL ou Vulkan (mais abertas e multiplataforma), mas em termos de presença no mercado de jogos para PC, o DirectX ainda é praticamente obrigatório.
Breve história do DirectX e evolução até à versão 12
A primeira geração de DirectX focou‑se em substituir o acesso direto ao hardware via DOS por uma camada comum em Windows. A adoção foi gradual, mas rapidamente se tornou o padrão de facto para jogos na plataforma Microsoft, especialmente a partir da era do Windows 98 e Windows XP.
Com o tempo, o DirectX foi ganhando novas capacidades gráficas, melhor suporte a 3D, som envolvente, shaders programáveis e otimizações de desempenho. Versões como DirectX 9.0c ficaram famosas porque praticamente todos os jogos de uma certa geração dependiam dessas bibliotecas, e muitos deles ainda hoje exigem exatamente os mesmos ficheiros DLL dessa época.
O DirectX 11 trouxe melhorias importantes na eficiência, suporte mais avançado a shaders e melhor gestão de recursos, tornando‑se durante muitos anos a base da maioria dos grandes lançamentos de PC. Mesmo depois da chegada do DirectX 12, continua a ser largamente usado por garantir elevada estabilidade e compatibilidade, sobretudo em hardware mais antigo.
O DirectX 12, lançado em exclusivo para Windows 10 e Xbox One, foi apresentado como uma grande revolução. A ideia central foi reduzir o nível de abstração, dando mais controlo direto do hardware aos programadores, explorando melhor CPUs com vários núcleos e configurações multi‑GPU. Em teoria, isto permite tirar muito mais partido do processador e da placa gráfica.
Na prática, o ganho de desempenho do DirectX 12 tem sido desigual. Em muitos títulos, as melhorias são modestas ou até inexistentes, porque tirar partido total do DX12 é mais complexo: a gestão de memória, a coordenação entre várias GPUs e o uso de técnicas como o cálculo assíncrono exigem muito trabalho adicional das equipas de desenvolvimento.
Atualmente, a “versão oficial” é o DirectX 12, mas a Microsoft deixou de lançar grandes saltos de numeração. Em vez de anunciar DirectX 13 ou 14, a empresa mantém o nome DirectX 12 e vai adicionando camadas, extensões e novas funcionalidades de forma modular, através de atualizações de Windows, SDKs e drivers.
DirectX 11 vs DirectX 12: qual escolher para jogar?
Para quem joga no PC, a dúvida entre DirectX 11 e DirectX 12 é muito comum. Em muitos jogos modernos, podes escolher explicitamente o modo DX11 ou DX12 nas definições gráficas ou até num launcher antes de abrir o jogo.
Uma das grandes diferenças está no uso da CPU. O DirectX 11 tende a usar sobretudo um único núcleo (thread) do processador para muitas das tarefas de comando gráfico, o que pode criar um “gargalo” quando o jogo precisa de enviar milhões de instruções por segundo para a GPU. Já o DirectX 12 distribui melhor essa carga por vários núcleos, aproveitando muito melhor CPUs com 6, 8, 12 ou mais cores.
Outra diferença crucial é a gestão de memória. No DirectX 11, essa função fica muito nas mãos do driver e do próprio Windows, o que facilita a vida do programador mas limita a otimização ao detalhe. No DirectX 12, o jogo passa a ter mais controlo sobre como e quando alocar, libertar e organizar os recursos na memória gráfica, o que, bem feito, pode dar ganhos grandes de performance.
O nível de abstração também mudou. O DirectX 11 é uma API de alto nível: oculta muitos pormenores do hardware, o que simplifica o código e reduz a probabilidade de erros graves, mas afasta o programador do “metal”. O DirectX 12 aproxima‑se de APIs de baixo nível, como Vulkan ou mesmo o Metal da Apple, dando acesso mais direto às capacidades da GPU, mas pedindo muito mais cuidado e conhecimento técnico.
Na prática, o DirectX 11 ainda é uma escolha excelente para PCs mais antigos ou jogos lançados antes de cerca de 2015. Garante grande estabilidade, é amplamente suportado por drivers antigos e é menos suscetível a bugs estranhos. Por outro lado, não suporta nativamente tecnologias mais recentes como o ray tracing em tempo real.
O DirectX 12, por sua vez, brilha sobretudo em hardware moderno e em títulos desenhados de raiz para o explorar. Aqui consegues melhor aproveitamento da CPU, melhor escalabilidade em sistemas topo de gama e suporte para funcionalidades gráficas avançadas, incluindo ray tracing, sombras e reflexos muito mais realistas.
Se deves escolher DX11 ou DX12 depende de três fatores principais: o teu hardware, o jogo e o equilíbrio entre estabilidade e desempenho. Em PCs de 2010 com CPUs de poucos núcleos e gráficas antigas, o DirectX 11 tende a ser mais seguro. Em máquinas recentes, com muitas threads e GPUs atuais, o DirectX 12 pode oferecer FPS mais altos – desde que o jogo esteja bem otimizado.
O que é o DirectX Runtime e porque alguns jogos pedem DirectX 9
Quando falamos em “DirectX instalado no sistema” estamos a refer‑nos ao conjunto de componentes integrados no Windows. Mas para que os jogos funcionem, muitas vezes é necessário um conjunto adicional de ficheiros conhecidos como “DirectX End‑User Runtime” ou simplesmente “DirectX Runtime”.
O Runtime é composto por diversas bibliotecas DLL, como d3d11.dll ou d3dx9_43.dll, que são colocadas em pastas como C:\Windows\System32 e C:\Windows\SysWOW64. Estas bibliotecas representam versões específicas de componentes de DirectX 9, 10 ou 11 de que os jogos dependem diretamente.
É aqui que entra a confusão: mesmo que o teu Windows tenha, por exemplo, DirectX 12 integrado, isso não quer dizer que tenhas todos os componentes antigos instalados. Um jogo desenvolvido para usar uma atualização específica do DirectX 9.0c pode exigir exatamente o ficheiro d3dx9_35.dll ou d3dx9_43.dll. Se essa DLL não estiver disponível, o jogo recusa‑se a abrir e aparece a tal mensagem de erro a dizer que o ficheiro está em falta.
É por isso que muitos instaladores de jogos – sobretudo mais antigos – incluem um passo de instalação de DirectX. O que eles fazem não é substituir o DirectX moderno do sistema, mas sim adicionar ao Windows as versões exatas das bibliotecas de que aquele jogo precisa. Estas diferentes versões coexistem sem problema e não interferem com o DirectX mais recente.
Assim, não é raro teres várias versões de DLLs de DirectX 9 e 11 no teu PC, além do DirectX 12 integrado. Cada jogo continua a usar a versão para a qual foi escrito, garantindo compatibilidade mesmo muitos anos depois do lançamento original.
Como ver qual a versão de DirectX instalada no Windows
Antes de pensar em atualizar o DirectX, convém saber exatamente qual a versão que o teu sistema está a usar. O Windows inclui uma ferramenta nativa para isso, chamada “Ferramenta de Diagnóstico do DirectX”.
Para abrir esta ferramenta, basta usares o comando dxdiag. Clica no menu Iniciar e começa a escrever “dxdiag”, ou então usa o atalho de teclado Windows + R para abrir a caixa “Executar”, escreve dxdiag e carrega em Enter. Em qualquer dos casos, a aplicação dxdiag será aberta. Se precisares de ajuda extra, consulta como saber a versão do DirectX.
Na janela da Ferramenta de Diagnóstico do DirectX, na primeira aba chamada “Sistema”, vais encontrar um campo chamado “Versão do DirectX”. É aí que o Windows indica qual é a versão principal integrada no sistema, por exemplo DirectX 12 ou DirectX 11.
Na aba “Ecrã” (ou “Display”), encontras mais detalhes sobre a tua placa gráfica e sobre os níveis de funcionalidades suportados. Em “Feature Levels” podes ver entradas como 12_0, 12_1, 11_0, etc. Se aparecerem níveis 12_0 ou 12_1, isso significa que a tua placa gráfica é compatível com DirectX 12 em termos de hardware.
Esta mesma ferramenta também indica se há algum problema identificado com as APIs de vídeo. Se existir algum erro de driver, conflito ou função desativada, é frequente aparecer uma nota informativa nessa janela, o que ajuda bastante no diagnóstico quando um jogo se recusa a iniciar.
Como atualizar o DirectX no Windows
Atualmente, a atualização do DirectX está fortemente integrada no próprio Windows. Nas versões modernas do sistema operativo, já não é comum descarregar “pacotes completos” de DirectX como se fazia há muitos anos, porque a maior parte das novidades chega via Windows Update.
No Windows 10 e Windows 11, o DirectX 12 é fornecido e atualizado exclusivamente através do Windows Update. Ou seja, para teres o DirectX na versão mais recente suportada pela tua máquina, o essencial é manter o sistema devidamente atualizado, instalando todas as atualizações de qualidade e segurança.
No Windows 8.1, o suporte vai até ao DirectX 11.2, também distribuído através do Windows Update. Não existe um instalador separado oficial de “DirectX 12” para este sistema: ele fica limitado à versão mais avançada que a Microsoft disponibilizou, e as melhorias chegam com as atualizações do próprio Windows.
No Windows 7, a versão máxima suportada é o DirectX 11.1, desde que o sistema tenha pelo menos o Service Pack 1 instalado e a atualização KB2670838. Esta atualização pode ser obtida via Windows Update ou descarregada manualmente na página da Microsoft.
Se queres garantir que tens o DirectX o mais atualizado possível dentro da tua versão de Windows, faz o seguinte: abre as Definições (atalho Windows + I), entra em “Atualização e Segurança” (ou “Windows Update” no Windows 11), clica em “Procurar atualizações” e instala tudo o que estiver pendente. Sempre que necessário, reinicia o computador para concluir a instalação. Para um guia detalhado, vê como atualizar o DirectX para a última versão.
Além das atualizações do próprio sistema, existe ainda o “Instalador Web de tempos de execução do utilizador final do DirectX”, disponível no site oficial da Microsoft. Este pequeno instalador verifica que componentes do DirectX Runtime estão em falta (sobretudo do DirectX 9, 10 e 11) e descarrega os ficheiros necessários, garantindo que jogos mais antigos encontram todas as DLLs de que precisam. Se preferires, podes ver instruções sobre o Instalador Web do DirectX.
Como descarregar o DirectX com segurança
Quando se trata de componentes tão críticos como o DirectX, deves evitar ao máximo sites de terceiros e downloads duvidosos. Bibliotecas DLL adulteradas podem comprometer a estabilidade do sistema, abrir brechas de segurança ou até introduzir malware.
A forma mais segura de obter o DirectX é sempre através da Microsoft. Podes fazê‑lo de duas maneiras: deixando o Windows Update tratar automaticamente das versões principais, ou descarregando manualmente o “End‑User Runtime Web Installer” na página oficial do DirectX.
Se optares pelo download manual, o processo é simples: vais à página oficial do DirectX na Microsoft, escolhes o idioma, clicas no botão “Transferir/Download” e guardas o ficheiro no teu PC. Depois basta executá‑lo, aceitar os termos e avançar pelos passos do assistente de instalação.
Muitos jogos distribuídos por plataformas como Steam, Epic Games Store ou GOG também tratam de instalar as versões certas do DirectX automaticamente. Na primeira execução, o launcher verifica se o teu sistema tem o Runtime necessário e, se não tiver, instala as bibliotecas adequadas diretamente a partir de fontes legítimas.
Regra geral, se não encontras o DirectX no Windows Update e não queres mexer em nada manualmente, deixar que o próprio jogo faça a instalação complementar costuma ser suficiente. Contudo, se te deparas com erros persistentes de DLLs em falta, o instalador oficial do Runtime da Microsoft é a melhor solução.
Manter drivers de placa gráfica atualizados é tão importante quanto o DirectX
Nem todos os problemas atribuídos ao DirectX têm realmente origem nele. Muitas falhas, ecrãs pretos e crashes durante jogos estão relacionados com drivers de placa gráfica desatualizados ou corrompidos, e não com as APIs em si.
Fabricantes como NVIDIA, AMD e Intel lançam regularmente novas versões de drivers para corrigir bugs, melhorar o desempenho em jogos recentes e adicionar ou otimizar o suporte a funcionalidades de DirectX, incluindo extensões do DirectX 12.
Por isso, se um jogo começa a dar erros de DirectX, uma das primeiras coisas a fazer é atualizar os drivers da tua GPU. Vai diretamente ao site oficial do fabricante, escolhe o modelo exato da tua placa gráfica e descarrega o driver mais recente recomendado para a tua versão de Windows.
Depois de instalar o driver, é aconselhável reiniciar o computador e testar novamente o jogo. Em muitos casos, problemas de desempenho, artefactos gráficos estranhos e falhas ao iniciar o jogo desaparecem apenas com esta atualização.
Lembra‑te também que tecnologias alternativas como Vulkan têm suporte crescente nos drivers modernos. NVIDIA, AMD e Intel já oferecem drivers com Vulkan para Windows e Linux, e sistemas como SteamOS ou até macOS (através de camadas específicas) conseguem tirar partido desta API aberta em alguns títulos.
Vulkan: a alternativa multiplataforma ao DirectX
Vulkan é uma API gráfica de nova geração, criada como sucessora de baixo nível do OpenGL. Tal como o DirectX 12, oferece acesso mais direto ao hardware, permitindo maior controlo sobre a CPU e GPU e, potencialmente, melhor desempenho em jogos e aplicações 3D exigentes.
Uma das grandes vantagens do Vulkan em relação ao DirectX é o seu caráter multiplataforma. Ele funciona em Windows, Linux, Android, algumas implementações em macOS/iOS e até em sistemas específicos como SteamOS, além de poder ser utilizado em consolas e dispositivos embebidos.
Outra característica importante do Vulkan é que se trata de uma API aberta, licenciada de forma permissiva, o que permite que seja integrada em praticamente qualquer sistema sem depender de um único fornecedor. Isto contrasta com o DirectX, que é controlado exclusivamente pela Microsoft e limitado basicamente ao Windows e às consolas Xbox.
O ecossistema Vulkan recebeu também melhorias para facilitar a vida de quem vem do Direct3D/DirectX. Desde a versão 1.1, passou a suportar de forma mais direta o uso de shaders HLSL (linguagem de sombreamento usados em DirectX) e layouts de memória semelhantes aos do Direct3D, o que simplifica a migração de código existente.
Ainda assim, apesar das qualidades técnicas e da abertura do Vulkan, o DirectX continua a ser essencial no mundo do gaming para Windows. O domínio do sistema operativo Microsoft nos PCs e o peso da Xbox no mercado de consolas fazem com que o DirectX permaneça como a principal referência para a maioria dos grandes estúdios.
Problemas comuns com DirectX e soluções rápidas
Mesmo sendo uma tecnologia madura, o DirectX ainda pode causar dores de cabeça em alguns cenários. Felizmente, muitos dos erros que aparecem repetem‑se de utilizador para utilizador, e é possível seguir alguns passos genéricos para resolver a maioria dos casos.
Se um jogo não inicia e indica que falta um ficheiro DLL, especialmente algo como d3dx9_35.dll ou d3dx9_43.dll, a causa provável é a ausência de bibliotecas específicas do DirectX 9. Aqui, a solução típica é instalar o DirectX End‑User Runtime a partir da página da Microsoft, o que repõe todas essas DLLs antigas necessárias.
Quando o erro surge durante a instalação do próprio DirectX ou de um jogo que tenta instalá‑lo, experimentar novamente o processo costuma ser suficiente. Fecha todas as aplicações abertas, certifica‑te de que tens ligação estável à internet (no caso do instalador web) e tenta de novo. Em alguns casos pode ser útil fazer uma instalação “offline” usando um pacote completo obtido no site oficial.
Se o problema é mais de desempenho, stutters ou quebras de FPS ao usar DirectX 12, uma experiência comum é mudar o jogo para o modo DirectX 11 e ver se a estabilidade melhora. Há títulos em que o DX12 ainda não está tão bem polido e, nesses casos, o DX11 oferece um comportamento mais previsível.
Se mesmo com DirectX 11 os problemas persistem, volta à questão dos drivers da placa gráfica. Atualizá‑los, ou em alguns casos fazer uma instalação “limpa” (removendo drivers antigos antes de instalar os novos), pode eliminar conflitos e erros que à primeira vista parecem ser do DirectX.
Por fim, não descartes a possibilidade de falhas de hardware ou de sobreaquecimento. Quando a placa gráfica ou a fonte de alimentação estão no limite, o sistema pode fechar jogos de forma abrupta com mensagens genéricas de erro de DirectX, quando na verdade o problema é físico e não de software.
Hardware e DirectX: quando o PC limita a versão suportada
Nem sempre basta ter a última versão do Windows para tirar partido do DirectX mais recente. O hardware tem um papel crucial: se a tua placa gráfica não suportar os níveis de funcionalidade ligados ao DirectX 12, o sistema não vai conseguir usar essas novas capacidades, mesmo que diga “DirectX 12” no dxdiag.
É na aba “Ecrã” da Ferramenta de Diagnóstico do DirectX que podes confirmar isto. Se nos “Níveis de funcionalidade” só aparecerem entradas até 11_0 ou 11_1, por exemplo, isso significa que a tua GPU está limitada, e alguns efeitos gráficos de jogos modernos simplesmente não vão estar disponíveis.
Para quem pretende montar ou comprar um PC voltado para jogos, é importante ter em conta a compatibilidade com DirectX 12. Processadores com muitos núcleos e placas gráficas recentes (NVIDIA RTX, AMD Radeon séries atuais, etc.) conseguem aproveitar muito melhor o modelo de baixo nível do DX12 e tecnologias como ray tracing.
Existem mini PCs e desktops compactos com hardware muito poderoso e totalmente preparado para DirectX 12, equipados com CPUs modernos, grandes quantidades de RAM DDR5 e GPUs integradas ou dedicadas optimizadas para jogos e criação de conteúdo. Estes sistemas permitem correr títulos recentes com gráficos elevados, tirar partido de DX12 e continuar relevantes durante anos.
Independentemente do formato do teu PC, o importante é garantir que a combinação CPU + GPU + memória está alinhada com os requisitos dos jogos que pretendes jogar. Só assim o DirectX, seja ele 11 ou 12, consegue realmente mostrar aquilo que é capaz de fazer.
No fim de contas, entender como o DirectX funciona, como o manter atualizado e como interage com o hardware é meio caminho andado para evitar erros estranhos e tirar o máximo partido dos teus jogos. Sabendo verificar a versão instalada, atualizar via Windows Update, instalar o Runtime quando necessário, manter drivers de gráficos em dia e escolher entre DirectX 11 e 12 conforme o teu PC e o jogo, ficas com uma base sólida para jogar com muito menos dores de cabeça.