Informações completas sobre a loja de aplicativos da Apple

Última actualización: fevereiro 14, 2026
  • A App Store é a loja oficial de apps da Apple, integrada a iOS, iPadOS, macOS, watchOS, tvOS e visionOS, com forte controlo de segurança e conteúdo.
  • O modelo de negócios reparte até cerca de 70% das receitas com desenvolvedores, que usam programas específicos como iOS Developer e Enterprise.
  • A Apple aplica classificação etária rigorosa, recursos de histórico de compras, reembolsos e Partilha Familiar para proteger usuários e organizar o uso.
  • Na União Europeia, a App Store passou a permitir lojas de terceiros, dentro de regras próprias, ampliando as formas de distribuição de aplicativos.

Informações sobre a loja de aplicativos da Apple

A App Store é a porta de entrada oficial para instalar apps em iPhone, iPad, Mac e outros dispositivos Apple, funcionando como um grande catálogo digital em que você encontra desde ferramentas de produtividade e apps educacionais até jogos, redes sociais e apps profissionais altamente especializados. Diferente das lojas físicas Apple Store, onde se compram dispositivos e se recebe suporte técnico, a App Store existe apenas no ambiente digital dos sistemas da empresa.

Além de ser o lugar onde o usuário descobre e baixa aplicativos, a App Store é também uma enorme plataforma de negócios para desenvolvedores do mundo todo, com um modelo de repartição de receitas bastante definido, regras rígidas de segurança e conteúdo, histórico de crescimento impressionante e, mais recentemente, mudanças importantes na Europa por causa de novas leis de concorrência e serviços digitais.

O que é a App Store e em quais dispositivos está disponível

A App Store é o repositório oficial de aplicativos da Apple, integrado como app nativo em praticamente todo o ecossistema da marca. A partir dela, o usuário consegue pesquisar, baixar, atualizar e gerenciar apps de forma centralizada, tanto de desenvolvedores independentes quanto da própria Apple, incluindo alguns apps que não vêm pré-instalados no sistema.

Atualmente, a App Store está presente em diferentes plataformas de software da Apple, adaptando a interface e a oferta de conteúdo a cada tipo de dispositivo, mas mantendo a mesma conta de Apple ID e o mesmo conceito central de loja de apps:

  • App Store do iOS: loja de aplicativos para iPhone.
  • App Store do iPadOS: otimizada para a tela maior e recursos específicos dos iPads.
  • Mac App Store (macOS): loja de aplicações para computadores Mac, com apps de produtividade, criatividade, desenvolvimento e muito mais.
  • App Store do visionOS: focada nos Apple Vision Pro, trazendo apps e experiências imersivas em realidade mista.
  • App Store do watchOS: loja voltada para o Apple Watch, com apps compactos e rápidos para o pulso.
  • App Store do tvOS: disponível no Apple TV, com apps de streaming, jogos casuais e conteúdo multimédia.

Mesmo sendo a mesma “App Store” em nome, cada versão da loja é adaptada à forma de uso de cada dispositivo, o que influencia a navegação, as categorias em destaque e os tipos de apps mais recomendados em cada plataforma.

História da loja de aplicativos da Apple

Quando o primeiro iPhone foi lançado, não existia qualquer forma oficial de instalar apps de terceiros; o aparelho vinha apenas com um conjunto limitado de aplicações nativas. Na época, a recomendação da Apple era que desenvolvedores criassem web apps em HTML5, capazes de rodar dentro do navegador, aproveitando armazenamento local para guardar dados básicos.

Essa limitação rapidamente se mostrou insuficiente, tanto para usuários quanto para programadores, pois surgiram métodos paralelos de instalação de apps (muitas vezes inseguros e sem controlo de qualidade). Percebendo a demanda, a Apple anunciou em outubro de 2007 que disponibilizaria um kit oficial de desenvolvimento para o iPhone, permitindo a criação de aplicativos nativos.

O SDK (Software Development Kit) do iPhone foi lançado em 6 de março de 2008 para quem usasse Mac OS X 10.5.4 ou superior. Com esse kit, os desenvolvedores passaram a poder criar apps em Xcode, já preparados para funcionar desde o primeiro momento no iPhone e no iPod touch. Uma versão beta do SDK saiu logo após o evento de apresentação, e a versão final foi liberada em julho de 2008, junto com o lançamento do iPhone 3G.

Em 10 de julho de 2008, a App Store foi oficialmente inaugurada com cerca de 500 aplicativos de terceiros disponíveis para iPhone e iPod touch, dos quais 125 eram gratuitos. No início, as apps eram gerenciadas principalmente pelo iTunes: o usuário baixava no computador e depois sincronizava com o dispositivo. Porém, com a chegada do iPhone OS 2.0, lançada em 11 de julho de 2008, passou a ser possível instalar as aplicações diretamente no iPhone e no iPod touch.

O crescimento foi extremamente rápido: em menos de um ano, já havia mais de 50.000 apps de terceiros na loja (dados de junho de 2009) e o número de downloads acumulados chegou à casa das dezenas de milhares de milhões. Em apenas um fim de semana após a abertura, cerca de 10 milhões de downloads foram realizados. Em janeiro de 2009, a Apple já anunciava 500 milhões de apps baixados; em abril daquele ano, a marca de 1.000 milhões de downloads foi alcançada; em janeiro de 2011, a loja chegou aos 10.000 milhões de downloads, e em março de 2012 ultrapassou a impressionante marca de 25.000 milhões, evidenciando um ritmo de adoção gigantesco.

Ao longo dos anos, a App Store foi sendo expandida para outros dispositivos e sistemas. Em 2011, a Mac App Store passou a integrar o macOS, permitindo instalar programas de forma semelhante ao iPhone. O Apple Watch inicialmente dependia do iPhone para instalar apps, mas a partir do watchOS 6 (2019) ganhou loja própria direto no relógio. Já o Apple Vision Pro estreou em 2024 com uma App Store adaptada à realidade mista, desde o primeiro dia.

Em 2016, o então CEO da Apple, Tim Cook, anunciou que a App Store oferecia aproximadamente 2 milhões de aplicativos para dispositivos iOS, consolidando o ecossistema como um dos mais ricos e variados do mercado mobile.

Modelo de negócios da App Store e programas para desenvolvedores

A App Store funciona com um modelo de partilha de receitas em que a Apple fica, em geral, com 30% do valor das vendas, repassando aproximadamente 70% da receita diretamente ao desenvolvedor do aplicativo. Esse arranjo se aplica tanto à venda de apps pagos quanto a muitas compras internas (in‑app purchases) e assinaturas, com algumas variações conforme o tipo de conteúdo e o tempo de assinatura.

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Já em 2017, a Apple divulgou que os desenvolvedores tinham faturado mais de 70 mil milhões de dólares pela App Store, mostrando a dimensão do negócio para quem cria apps. Hoje, além desse modelo repassando 70% (ou mais, dependendo do programa e do tipo de app), existem faixas diferenciadas para pequenos desenvolvedores e políticas específicas para assinaturas de longa duração.

Para poder publicar aplicativos na App Store, o desenvolvedor precisa aderir a um dos programas oficiais da Apple, que definem como as apps podem ser distribuídas e quais são os custos anuais para manter a conta ativa. Esses programas foram evoluindo a partir do chamado iPhone Developer Program e hoje estão divididos em diferentes linhas:

  • iOS Developer Program: focado em desenvolvedores que criam apps para iPhone, iPad e iPod touch, distribuídos ao público geral via App Store.
  • iOS Enterprise Program: voltado para empresas que desejam distribuir internamente apps proprietários, apenas para uso de funcionários ou parceiros, sem publicação pública na loja.
  • iOS University Program: pensado para instituições acadêmicas que ensinam desenvolvimento em plataformas Apple, oferecendo infraestrutura para projetos de estudantes.
  • Mac Developer Program: destinado a quem desenvolve software para o macOS, distribuído via Mac App Store ou, em alguns casos, por canais próprios.

As apps criadas dentro do programa padrão de desenvolvedores para iOS e macOS podem ser vendidas apenas pela App Store (ou pela iTunes Store, no caso de Mac mais antigos). Para entrar no programa, é cobrada uma taxa anual (historicamente, em torno de 99 dólares para a opção padrão). Essa taxa dá acesso ao SDK completo, às ferramentas beta, a certificados digitais e ao direito de subir apps para revisão e posterior publicação na loja.

No caso do programa empresarial (Enterprise), a taxa anual é mais elevada, na faixa de 299 dólares, justamente porque se trata de um modelo de distribuição corporativa. Nesse formato, a organização usa a infraestrutura da Apple para criar uma espécie de “mini‑store” privada, acessível apenas a usuários autorizados (funcionários, departamentos internos, etc.), sem que esses apps apareçam publicamente para qualquer usuário da App Store.

Independentemente do programa escolhido, qualquer app que rode em iPhone, iPad ou outros dispositivos iOS precisa de um certificado emitido pela Apple. Esse certificado garante que o aplicativo foi construído com o SDK oficial, passou pelos processos de assinatura digital e está reconhecido pelo sistema como software confiável, respeitando as regras de segurança da plataforma.

Classificação etária e políticas de conteúdo na App Store

Para proteger crianças e adolescentes, a Apple aplica um sistema de classificação etária para todos os aplicativos enviados à App Store. Cada app recebe uma categoria de idade com base no tipo de conteúdo, nível de violência, presença de linguagem fortes, temas de terror, nudez, uso de álcool, drogas, jogos de azar e outros elementos sensíveis.

O rótulo “4+” indica que o aplicativo não contém material considerado ofensivo. Dentro dessa faixa, existem subcategorias direcionadas a diferentes idades, por exemplo: apps pensados para crianças até 5 anos, apps para a faixa de 6 a 8 anos e outros voltados a crianças de 9 a 11 anos. A ideia é orientar pais e responsáveis sobre o público indicado, mesmo que tecnicamente usuários mais velhos também possam utilizar essas aplicações.

Na classificação “9+”, a Apple admite a presença esporádica de violência leve em estilo cartoon, fantasia ou com alguma dose de realismo, além de conteúdos de teor maduro ou sugestivo em grau leve. Esses apps podem não ser adequados para menores de 9 anos, embora não se trate de conteúdo extremo.

A faixa “12+” é reservada a apps com violência de fantasia ou realista mais intensa, temas com maior teor de maturidade, algum nível de linguagem imprópria ou simulações de jogos de azar. Ainda assim, o conteúdo não deve atingir o nível extremo de nudez explícita ou violência gráfica, mas já não é considerado apropriado para crianças com menos de 12 anos.

Na classificação máxima “17+”, entram aplicativos com forte carga de violência, terror, temas claramente adultos e possível presença de nudez, sexo, drogas e álcool, entre outros conteúdos intensos. Essa nota também inclui apps com acesso irrestrito à web, já que o navegador interno pode conduzir a qualquer tipo de conteúdo. A Apple estabelece que nenhum ID Apple pertencente a menores de 17 anos deve poder comprar ou baixar aplicações marcadas como 17+.

Aplicativos sem classificação (“Unrated”) simplesmente não podem ser disponibilizados na App Store. A avaliação é obrigatória, exatamente para que o sistema de controlo parental (restrições/tempo de ecrã) possa bloquear apps inadequadas com base nas idades configuradas para cada conta.

Tipos de apps e categorias disponíveis na App Store

A App Store abriga uma enorme variedade de aplicativos, cobrindo praticamente qualquer necessidade digital que se possa imaginar, com exceção daqueles que violem as diretrizes de conteúdo da Apple, como pornografia explícita ou apps que promovam ódio, violência extrema ou atividades ilegais.

Dentro da loja, os apps são organizados por categorias, o que ajuda a descobrir novas opções além do que aparece em destaque na página inicial. Entre as principais categorias presentes na App Store, é possível encontrar:

  • Apps de Realidade Aumentada (RA), que utilizam a câmara e sensores para misturar objetos digitais com o mundo real.
  • Apps para Apple Watch, otimizados para o uso direto no pulso.
  • Comida e bebida, compras, desporto, estilo de vida e outras categorias de uso diário.
  • Design gráfico, fotos e vídeo, com ferramentas para edição de imagem, montagem de vídeo e ilustração profissional.
  • Economia e negócios, finanças, produtividade e apps para desenvolvedores.
  • Educação, livros, medicina, navegação, notícias, apps infantis e muito mais.

Além de apps de terceiros, a própria Apple disponibiliza várias aplicações na App Store que não vêm pré-instaladas no sistema, bem como as que já surgem instaladas por padrão. No caso dessas últimas, o facto de estarem na loja permite que o usuário as reinstale facilmente se as tiver apagado em algum momento.

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Como ver suas apps e compras na App Store

Qualquer que seja o dispositivo Apple em que você esteja usando a App Store, existe uma seção própria para ver todos os apps baixados. Em geral, basta tocar ou clicar na sua foto de perfil (ou no botão de iniciar sessão) e depois entrar em “Compras” ou “Histórico de compras”, dependendo da plataforma.

Na aba de compras, aparecem todas as apps que você já baixou com aquele Apple ID, inclusive as gratuitas, desde que ainda estejam disponíveis na loja. Nessa lista, é comum existir um campo de pesquisa para encontrar rapidamente um app específico, bem como filtros por período, como “Últimos 90 dias”, ou outros intervalos de data, e até opções para limpar o histórico de compras.

Se o app já estiver instalado no dispositivo, normalmente surgirá um botão para abri-lo diretamente; se não estiver, aparece um ícone de nuvem ou botão de download para instalá-lo de novo. O histórico também pode mostrar apps baixados em outros dispositivos do mesmo Apple ID, facilitando a reinstalação em novos aparelhos.

Para visualizar compras detalhadas, inclusive assinaturas e conteúdos in‑app, a Apple oferece o site reportaproblem.apple.com. Depois de iniciar sessão com seu Apple ID, é possível ver uma lista das compras recentes, verificar valores cobrados, datas e detalhes de cada item. Se você só lembra o valor da cobrança, pode pesquisar pelo montante para identificar a transação correspondente — e o valor normalmente é creditado de volta no método de pagamento usado originalmente.

Em dispositivos iOS, iPadOS e macOS, também é possível consultar o histórico diretamente pelos apps da Apple. No iPhone e iPad, isso é feito pela App Store (aba de perfil > Histórico ou Compras). No Mac, a consulta pode ser feita tanto pela App Store quanto, em alguns casos, pelo Apple Music ou Apple TV, entrando na sua conta e rolando até a secção de histórico de compras.

Reembolsos, cobranças e família na App Store

Se você comprou um app, uma assinatura ou outro conteúdo digital na App Store e se arrependeu, existe a possibilidade de pedir reembolso. O processo é feito online, precisamente através do site reportaproblem.apple.com, disponível a partir de qualquer navegador recente.

O procedimento básico envolve iniciar sessão com o seu Apple ID, escolher a opção de solicitar reembolso e indicar o motivo (como compra acidental, app com mau funcionamento, cobrança duplicada, entre outros). Em seguida, você seleciona qual app, assinatura ou item digital deseja contestar e envia o pedido para análise da Apple.

Depois de enviar a solicitação, é possível acompanhar o estado do pedido de reembolso pelo próprio site. Caso a Apple aprove a devolução, o valor costuma ser creditado de volta ao método de pagamento usado originalmente. Dependendo do banco ou operadora de cartão, esse crédito pode levar alguns dias para aparecer na fatura.

Se você recebeu uma cobrança que não reconhece, uma das primeiras recomendações é verificar se não houve compra em outra conta Apple sua (por exemplo, uma conta antiga, secundária ou usada num outro dispositivo). Para isso, procure no seu e‑mail por termos como “recibo da Apple” ou “fatura da Apple” e verifique qual Apple ID aparece associado à transação no comprovativo.

Usuários que participam de um grupo de Partilha Familiar devem também considerar compras feitas por outros membros da família. O organizador do grupo, por exemplo, pode ver e solicitar reembolso de compras que foram cobradas no método de pagamento partilhado, selecionando a opção “Conta Apple > Tudo” em reportaproblem.apple.com para ver todos os itens do grupo.

É importante ter cuidado com e‑mails falsos que imitam recibos da App Store ou iTunes Store. Muitas fraudes tentam enganar o usuário com mensagens que parecem legítimas, mas não correspondem a compras reais. Em caso de dúvida, é mais seguro verificar o histórico de compras diretamente pela App Store, Apple Music, Apple TV ou pelo site oficial da Apple, em vez de clicar em links presentes no e‑mail.

Na União Europeia, com as novas regras, alguns usuários podem ter realizado compras de serviços ou conteúdo digital dentro de apps usando sistemas de pagamento alternativos ou links para o site do desenvolvedor. Nesses casos, a cobrança não é processada pela App Store, mas pelo próprio sistema do desenvolvedor, e qualquer dúvida ou problema deve ser tratada diretamente com ele.

A Partilha Familiar também permite compartilhar apps pagos e algumas assinaturas com outros membros da sua “Família Apple”. Quando essa opção está ativada (Ajustes > seu nome > Família > Compartilhar compras, no iOS), a app comprada por um membro pode ser baixada pelos demais sem custo adicional, desde que o desenvolvedor tenha habilitado essa funcionalidade.

A App Store na Europa e as novas lojas de terceiros

A partir de 2024, os iPhones vendidos na União Europeia começaram a receber uma versão da App Store adaptada às exigências da legislação europeia, em especial a Lei dos Serviços Digitais e regras de concorrência que obrigam a Apple a permitir outras formas de distribuição de apps.

Em vez de simplesmente liberar a instalação de apps via navegador, como acontece no macOS, a Apple optou por permitir a presença de lojas alternativas dentro do próprio ambiente do iOS. Na prática, isso significa que, na região da UE, é possível baixar apps que funcionam como “outras lojas de aplicativos”, distribuídas e monitorizadas sob certas condições estabelecidas pela Apple.

Desenvolvedores que cumprirem os critérios técnicos, de segurança e de requisitos legais podem publicar as suas próprias lojas, que por sua vez vão distribuir aplicativos para iPhone naquela região. Exemplos anunciados incluem a loja da Epic Games (criadora do Fortnite) e a Setapp, entre outros projetos que passaram a explorar essa nova possibilidade.

Para o usuário final, a interface da App Store europeia continua bastante parecida com a versão tradicional: apps em destaque, rankings de mais baixados, recomendações editoriais, etc. A grande diferença está na inclusão da opção de obter lojas de terceiros, além das aplicações distribuídas diretamente pela Apple.

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Uma limitação importante é que essas lojas alternativas só funcionam dentro da UE. Mesmo que você seja residente em um país europeu, se viajar para fora da região, não poderá usar as lojas de terceiros para baixar novos apps ou atualizar aqueles que dependem delas. As apps já instaladas continuarão funcionando, mas sem receber atualizações provenientes dessas lojas enquanto você estiver fora do território regulamentado.

Perguntas frequentes sobre a App Store

Muitas dúvidas sobre a App Store se repetem no dia a dia, especialmente entre novos usuários. Abaixo, estão algumas questões comuns e respostas diretas com base nas políticas e no funcionamento atual da loja de apps da Apple.

A App Store pode ser desinstalada?

Não, a App Store é considerada um componente essencial dos sistemas da Apple e não pode ser removida nem em iPhones, nem em iPads, Mac, Apple Watch, Apple TV ou Vision Pro. O máximo que o usuário consegue fazer é tirar o ícone da tela inicial, reorganizar pastas ou retirá-la do Dock no macOS, mas o app continua presente no sistema.

Dá para instalar a App Store em um dispositivo Android?

Também não, a App Store é exclusiva de plataformas Apple e não pode ser instalada em Android. No mundo Android, a loja padrão é a Google Play Store, embora existam outros repositórios alternativos. Se você encontrar algo que se diz “App Store da Apple” para Android, pode ter certeza de que não é oficial e é recomendável evitar por motivos de segurança.

É possível mudar o ícone da App Store?

De forma nativa, o ícone da App Store não pode ser trocado nos sistemas Apple. Porém, existe um truque usando o app Atalhos (Shortcuts), disponível no iOS e iPadOS: você cria um atalho que abre a App Store, atribui a esse atalho o ícone que quiser e o adiciona à tela inicial. O ícone original continua existindo, mas você pode escondê-lo em uma pasta e usar apenas o atalho personalizado.

Quais são os apps mais baixados na App Store?

Os rankings de apps mais baixados mudam com muita frequência, variando por país, data e categoria. Em geral, costumam aparecer entre os primeiros lugares apps como WhatsApp, Instagram, TikTok, YouTube, Google Chrome, entre outros grandes nomes. Para ver a lista atualizada, basta abrir a App Store e entrar na aba de apps, onde há secções para top gratuitos, top pagos, apps em destaque da semana e outras listas curadas.

Qualquer pessoa pode enviar apps para a App Store?

Em teoria, sim: qualquer pessoa ou empresa que se registre como desenvolvedor Apple, pague a taxa anual e cumpra as regras pode enviar aplicativos. Na prática, é preciso ter conhecimentos técnicos de programação, design de interface e integração com as APIs do sistema. Além disso, todo app enviado passa pelo processo de revisão da Apple, que verifica se ele segue as diretrizes de conteúdo, segurança, privacidade, desempenho e usabilidade.

O que acontece se um app que eu uso desaparecer da App Store?

Se um app for removido da loja, seja por decisão da Apple ou do próprio desenvolvedor, quem já tiver esse app instalado normalmente pode continuar usando. No entanto, ele deixa de receber atualizações e eventuais correções de segurança, podendo ficar incompatível com versões futuras do sistema. Em alguns casos, se o app depende de servidores online que forem desativados, certas funções podem deixar de funcionar por completo; em outros casos, é possível baixar aplicativos deletados.

Recursos e serviços relacionados ao ecossistema Apple

A App Store não existe isolada: ela faz parte de um ecossistema mais amplo de lojas e serviços digitais da Apple. Historicamente, o iTunes Store foi a base para distribuição de música, filmes e algumas aplicações para Mac; hoje, muitas dessas funções foram migradas ou reorganizadas em apps específicos como Apple Music, Apple TV e na própria Mac App Store.

Na prática, um mesmo Apple ID centraliza compras feitas na App Store, iTunes Store, Mac App Store, Apple Music e outros serviços. Com esse único identificador, o usuário gerencia assinaturas, instala apps em vários dispositivos, sincroniza bibliotecas, partilha compras em família e acede a conteúdos pagos em diferentes plataformas.

Um exemplo de integração é o suporte a Dolby Atmos para música no Apple Music. Assinantes do serviço podem ouvir milhares de faixas em áudio espacial com Dolby Atmos, utilizando praticamente qualquer modelo de auscultadores. Com fones da Apple ou Beats compatíveis (ou a maioria dos fones Bluetooth comuns), as músicas que suportam Atmos podem ser reproduzidas automaticamente nesse formato, ou então configuradas em Ajustes > Música > Áudio > Dolby Atmos > Sempre ativado.

Além de auscultadores, alguns dispositivos com colunas integradas, como determinados modelos de iPhone, iPad, MacBook Pro, MacBook Air e iMac, aceitam reprodução em Dolby Atmos. No caso do Apple TV 4K, é possível desfrutar desse som envolvente conectando o aparelho a um par de HomePods definidos como colunas padrão ou a uma barra de som, recetor AV ou TV compatíveis com Atmos, seguindo a lista de equipamentos suportados disponível na documentação oficial da Apple.

Entre lojas e portais mais diretamente ligados às apps, destacam‑se a Mac App Store, a iTunes Store (para certos conteúdos) e o site oficial de desenvolvedores Apple, que traz documentação técnica, exemplos de código, guias de design, ferramentas beta e informações completas sobre como criar e enviar apps para a App Store e demais plataformas da empresa.

A combinação de uma loja centralizada, programas para desenvolvedores, controle de qualidade rigoroso e recursos avançados de multimédia e serviços torna a App Store muito mais do que “apenas” uma loja de aplicativos: ela é o coração de um ecossistema que conecta usuários, criadores de software e a própria Apple, garantindo segurança, monetização estruturada e uma enorme variedade de apps para quase qualquer tipo de uso.

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